O CÉU SEM AS CONTRADIÇÕES HUMANAS


Por Moisés do Nascimento
O

propósito de Deus ao criar a terra e o universo foi o de preparar o mais grandioso lar para o homem, ser principal da criação. Deus não economizou em seu projeto arquitetônico cósmico, quando fez o universo com seus bilhões de galáxias e seus bilhões de sistemas complexos e aglomerados, algo digno da engenhosidade de um arquiteto supremo e onipotente. O ato de criação de Deus é ilimitado e perfeito e manifesta a capacidade divina em organizar e manter toda essa intricada cadeia que se estende inatingível e indescritível para a limitada percepção humana.

Acreditamos que tudo isso foi feito para o homem e que Deus projetou todas as coisas neste universo grandioso para nossa completa felicidade. Na mente do Criador todas as coisas são essencialmente boas para o prazer e felicidade do homem. O céu como paraíso e morada dos salvos é tão real como é real nossa própria existência. Jesus confirmou essa realidade e prometeu que nos levaria para viver lá (Jo.14:2). “Na casa de meu Pai há muitas moradas”.
A semente do paraíso celestial está dentro do homem, Deus deseja que essa semente brote e se transforme em seu maior anseio (Mt. 13:44-46). Portanto o desejo de viver no céu não é um escapismo ou alienação como muitos afirmam, mas uma necessidade plantada por Deus na alma humana. As civilizações antigas traziam em suas culturas a crença de um paraíso perdido. A história de um jardim paradisíaco que abrigou o homem no início de sua existência era contada a todas as gerações do mundo antigo. Dos Sumérios aos Egípcios dos Gregos aos Romanos foram criadas fabulosas histórias e mitos, e variadas religiões e crenças nasceram da concepção da existência de um paraíso eterno.
As belezas naturais que conhecemos enleva nossa alma, o ser humano vive a procura de lugares paradisíacos e transformou seu habitat criando lugares magníficos através da arte e arquitetura em todos os séculos. O talento artístico e arquitetônico são heranças de Deus ao gênio humano, a contemplação a natureza, as obras de arte e a busca pelo exótico, enigmático e belo estão impregnados em nossa natureza e refletem o caráter criativo do próprio Deus. A descrença do homem nas promessas celestiais não é porque elas não sejam reais, maspor que a humanidade a abstrai de sua mente numa rejeição deliberada ao próprio Deus em busca da ilusão de encontrar a felicidade sem as imposições morais do Criador.Deus não obriga ninguém a fazer o que não deseja, e nem predestina ou seleciona pessoas para salvação ou perdição, Ele apenas conhece as tendências e suscetibilidades humanas desde o ventre (Rm.9:9-24), e não pode deixar de conhecê-las por sua presciência; qualidade de saber com antecipação (Sl.139:1-6). Isto indica que a semente do céu ou do inferno está dentro de nós, bastando nossas maiores inclinações para o bem ou para o mal (Ap.22:11).
A verdade é que muitos imaginam que a convivência ou existência no céu será chata e entediante por acreditar na bobagem de não haver nada nos céus, além de anjos com harpas e santos rodeados por nuvens num culto interminável, sem as contradições e contrastes de um mundo visto como normal onde existem as trevas para se contrapor à luz,a tristeza para busca da felicidade, a dor para se encontrar o prazer, as frustrações que geram os desafios, o feio e o belo. Outros pensam quesem sexo, jogos, tv, moda, cinema e musica o céu se torna insuportável e indesejável. A noção deuma existência sem essas coisas têm desviado, sutilmente, muitos bons cristãos do alvo celestialpara a busca desenfreada porbênçãos e umaherança mais terrena (Lc.15:11-32).
Somente a falta de conhecimento do poder de Deus e de sua capacidade para criação e adequação de todas as coisas é que leva alguém a imaginar o céu como uma existência chata ou monótona por falta dessas trivialidades e contradições terrenas.
Deus não precisa do mal para criar o bem nem de nenhuma dessas contradições e necessidades humanas para trazer a vida perfeita para os salvos no céu. Todos os sentimentos ruins e as contradições dessa terra trazidas pelo mal após o pecado de Adão deixarão de existir, serão abolidas para sempre (Ap. 21:1; 2Pe. 3:10-14). O Senhor restaurará a terra e transformará o salvo num corpo espiritual e imortal com maiores possibilidades para alegria, crescimento e maturidade (1Co.15:44).
O que o apóstolo João viu ele descreveu por analogia, pois as comparações entre seu conhecimento terreno limitado com as revelações dos céus e da cidade santa são feitas por coisas com brilho e grandezas apenas semelhantes as da realidade que lá encontraremos.O Ap. Paulo se referindo a isto declarou: “Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1Co. 2:9).
Moisés J. Nascimento                                   moiseis503@hotmail.com
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