A VERDADE SOBRE O INFERNO


Por Moisés do Nascimento

O tema do inferno tem promovido muitas discussões e têm gerado diversas objeções, de maneira que muitos pregadores têm deixado de abordar esse tema nas igrejas por causa de sua natureza complexa e principalmente pela aversão que provoca nos ouvidos sensíveis de nossos crentes modernos que preferem sermões mais tranquilos que falem de bênçãos e vitórias, e não tragam tanto desconforto.
Os livros que tratam do assunto na sua grande maioria, são livros sensacionalistas que abordam o tema levianamente expondo os sofrimentos do inferno de forma fantasiosa e fictícia com o intuito de promover terror e despertar o medo das pessoas. Deus não deseja que as pessoas aceitem o seu plano de salvação e se aproximem dEle, amedrontados pelos horrores do inferno, mas espera que o recebam arrependidos de seus pecados, reconhecendo-O como Criador e Senhor de suas vidas. “Quem vos fascinou a fugir da ira futura?”Mt. 3:7. Foi à indagação de João Batista aos religiosos da época demonstrando que o medo do inferno não é um bom motivador para se seguir a Deus. As religiões tendem a mistificar ou menosprezar a doutrina do inferno para controlar e dominar a fé das pessoas. O fato é que crendo ou não no inferno seria mais inteligente a humanidade encarar sua possibilidade como um risco real, não como consequência de castigo e punição de um Deus irado e cruel, mas por recompensa natural a sua própria rejeição ao amor e bondade, oferecidos por Ele no decorrer de toda sua vida.


O inferno não foi criado para o homem, e sim para o diabo e seus anjos que se rebelaram contra Deus (Mt. 25:41). Portanto, os sofrimentos que ocorrem no inferno não são físicos, sentidos pelo sistema nervoso humano, mas algum tipo de sofrimentoterrível destinado a corpos espirituais como o de satanás e seus anjos decaídos.
Se formos conjeturar sobre o sofrimento ou dor existentes no inferno compararemos a dor interna ou dor da alma como a pior dor que existe das que temos conhecimento. Quando a alma está sofrendo, no momento de seu maior desespero a pessoa pode até se jogar do décimo andar de um prédio ou atear fogo ao próprio corpo, na tentativa de escapar ou fugir da pior dor: a espiritual. Se esse for o tipo de dor que a alma humana desenvolverá no inferno por estar longe de Deus, será a maior dor possível que se possa conceber; muito maior e mais ardente do que a das chamas que o fogo provoca no corpo físico.
Não devemos condenar ninguém ao inferno pela nossa presunção de justiça religiosa, porque esta sempre será falha e leviana. Só a justiça divina pode condenar ou absolver o homem. Deus está atento a todos os homens que o teme, e que procura fazer o que é justo em qualquer nação (At. 10:34-35), isso independe de religião. O maior pecado que o homem pode cometer é rejeitar a Jesus “o bem moral” que clama em seu subconsciente.Desprezar essa voz é o mesmo que se privar de Deus; e a privação de Deus é o que caracteriza o inferno inevitável.
Os sofrimentos do inferno longe de Deus, também não são injustos, a noção de um castigo ou pena aplicada por um juiz vingativo a alma que perece no inferno ou as imagens de uma câmara de tortura física são noções humanas e não evocam a realidade. O pecado, sim, deve ser visto como algosério que trará consequências graves a quem o pratica (Rm. 6:23). O pecado não deve ser encarado apenas como um desvio de conduta ou mau comportamento sociológico visto de forma inocente ou inconsequente, pois, são as transgressões diárias de uma existência descompromissada com a moralidade Divina que nos separará da graça de Deus nesta vida e na eternidade. Após a morte não há contagem de tempo ou limitação de espaço, não há cálculo de proporção entre crime e pena, o que o homem faz na terra terá outra conotação na eternidade, não existe tempo curto ou infindável, nascer do sol ou por do sol, calendário ou relógio, só a carga de um angustiante presente eterno sobre a alma perdida que optou por viver a ilusão de uma existência livre para o pecado, sem as imposições morais do Criador que levarão sua alma a privação eterna de toda fonte de felicidade, bondade e amor no inferno; total ausência de DEUS.

Moisés J. Nascimento           moiseis503@hotmail.com

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